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Naruto, Digimon e DBZ: Bandai Namco aposta em nostalgia em futuros lan?amentos
Por Bruna Penilhas às 11:25h - 16/08/14

Introdução

Nesta semana, a Bandai Namco realizou um evento em São Paulo para demonstrar alguns dos seus próximos lançamentos. O Selecter compareceu à ocasião e teve acesso a uma amostra exclusiva de Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Revolution e de DIGIMON All-Star Rumble. Também assistimos a uma breve batalha de Dragon Ball Xenoverse. 

Os três games não são novatos (Naruto que o diga). Em particular, a volta de Digimon para os consoles surpreendeu fãs dos monstrinhos, mas será que valerá a pena voltar a mexer neste clássico? Dragon Ball, por sua vez, já provou que sim, e seu próximo jogo promete trazer grandes novidades para a franquia. Já para Naruto, há novos modos, histórias nunca contadas e personagens jogáveis que, juntos, vão quebrar a mesmice de uma série que aparece sempre uma vez por ano.

Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm Revolution

Entendo que a lista de jogos do Naruto é extensa, e raramente trazem boas novidades além de uma pequena porção de novos ninjas, que alinham lançamentos com a cronologia do seriado. Mas caros leitores, este aqui tem boas novidades. A demonstração que joguei disponibilizava um total de oito personagens jogáveis no modo versus, mas contando os suportes, o total subia para doze. Disputei partidas contra a máquina, que, por sinal, percebi estar um bocado mais desafiadora. Não será mais tão fácil superá-la, mesmo na dificuldade normal - considero isso uma grande melhoria. Antes de partimos aos lutadores, importante dizer que o game conta com três estilos de luta: o Impulso, modo cooperativo com personagens de apoio que ajudam a impedir ataques especiais através de selos de barreira; o Despertar, que faz o jogador evoluir para o seu nível máximo de poder (Naruto no modo Kyuubi, por exemplo); e o Jutsu Supremo, que causa grande dano no adversário ao efetuar combos entre dois ou três personagens.

UNS Revolution está trazendo ainda melhorias no sistema de combate. Tudo parece fluir bem e a assistência dos personagens secundários não está mais presa aos simples comandos de R1 e L1. Joguei no modo Impulso com Naruto (Kushina e Minato no suporte), o que fez minhas defesas aumentarem. Esse estilo permite que quando Naruto for, por exemplo, carregar o chakra, seus pais entrarão na sua frente para protegê-lo de ataques a distância. Além disso, o casal pode aparecer para efetuar golpes no meio do combate corpo a corpo. Já no modo Jutsu Supremo, a família se junta para soltar um Rasengan extremamente poderoso. Independente do personagem que você escolher, os estilos vão permanecer. Com Kakashi e Gai ou Sasuke e Itachi, a cooperatividade entre os ninjas será a mesma. Não me dei muito bem com o modo Despertar. Ele potencializa os golpes normais, mas anula os ataques especiais (aqueles que aparecem acompanhados de cenas não-interativas). Aqui, o suporte do personagem secundário é quase inexistente. 

Uchiha Shisui é uma das novidades na lista de jogáveis. Ele é tão rápido e habilidoso como Itachi, apesar de parecer não ser tão poderoso quanto. Mas ainda sim, é uma boa opção para derrotar inimigos. O outro novo combatente é o Mecha-Naruto. Confesso que detestei a ideia de inserir o personagem no jogo, e os sons que ele emite durante a batalha não ajudaram muito a mudar minha opinião. No entanto, não há como negar que seus ataques são bem fortes. O robô aproveita de mísseis e outras façanhas bélicas, mas não deixa de juntar chutes e socos com movimentos rápidos. Há também um Konohamaru crescido, e inclusive, bem parecido com o Naruto do começo do Shippuden. O neto do Terceiro Hokage traz novas habilidades e um combo de golpes ao lado de Iruka e Naruto.

Resumindo: todas essas novas funcionalidades do modo versus já faz o jogo valer a pena para os fãs da série. Vale lembrar que teremos 100 personagens jogáveis e o misterioso Torneio Mundial Ninja. Há também os 70 minutos de animação inédita, que inclui um Itachi cozinheiro (exclusivo para a edição limitada) e mais detalhes sobre o passado da Akatsuki. 

UNS Revolution est? trazendo incr?veis melhorias no sistema de combate. Tudo parece fluir bem e a assist?ncia dos personagens secund?rios n?o est? mais presa aos simples comandos de R1 e L1.

DIGIMON All-Star Rumble

Primeiro, é de suma importância observar que a demonstração de DIGIMON exibida no evento era um protótipo bem básico - o jogo foi anunciado há menos de um mês e será lançado no fim do ano. Portanto, ainda há tempo de mudar muita coisa nele. Iniciei meu jogo na pele do adorável Gomamon e enfrentando o - igualmente carismático - Agumon. A luta mal havia começado e a câmera já havia desviado sozinha para um canto vazio da arena. Depois de uns bons minutos tentando fazer tudo voltar ao normal, pude finalmente testar as habilidades do meu personagem. Não havia muitos golpes ou movimentos para explorar, muito menos combos para lançar. Os ataques de Gomamon se resumem em atirar um peixe violentamente e cravar suas garras no adversário, nada mais elaborado do que isso. 

Nas extremidades da área, há duas plataformas que oferecem alguns poderes especiais, como um que envolve o personagem em várias camadas do que parecem ser rajadas de ventos. Aparentemente, cada Digimon possui três vidas por partida, e o personagem perde uma delas cada vez que zerar os 10 mil pontos de energia. Há também a barra da digi-evolução, que aumenta conforme os ataques forem efetivados. Ao ativar a forma evoluída, o monstrinho traz novas habilidades, mas por um curtíssimo período de tempo. 

De forma geral, o jogo deixa muito a desejar. Não é dinâmico, traz pouca ação e nenhuma novidade. Os problemas técnicos são normais para uma demonstração tão precoce, e repito: ainda há tempo para mudar, e pode ser que tudo visto no teste seja totalmente aprimorado ou excluído. Algumas animações durante as digi-evoluções, por exemplo, já deixariam a dinâmica do jogo um bocado mais interessante.  

Os personagens n?o possuem muitos golpes ou movimentos para explorar, muito menos combos para lan?ar. Os ataques de Gomamon se resumem em atirar um peixe violentamente e cravar suas garras no advers?rio.

Dragon Ball Xenoverse

Xenoverse não estava com uma demonstração jogável disponível, mas o produtor da Bandai Namco, Jason Enos, exibiu ao Selecter uma breve batalha entre Goku e Freeza. A partir disso, já deu para ter uma ideia da grandiosidade dos cenários do jogo. A fluidez dos movimentos é um bocado parecida com a jogabilidade de Naruto. A diferença é que aqui, como já sabemos, os personagens podem voar para todos os ângulos. 

O game contará com um novo sistema de expressões, a fim de ressaltar as reações faciais dos lutadores durante um golpe - caso do Freeza na imagem acima. Este recurso traz mais personalidade ao jogo e torna o combate mais verossímil, como se realmente fosse uma luta retirada do anime. São cenas rápidas, mas que fazem diferença. Segundo Enos, a versão final contará com mais interações entre personagem e cenário. Durante as lutas, os impactos da batalha podem, por exemplo, destroçar pedras. Este recurso não estava presente na demonstração jogada pelo produtor, mas pela amplitude das arenas, deu para imaginar tudo se encaixando.

A fase de desenvolvimento de Dragon Ball Xenoverse está a todo vapor, e portanto, ainda não se sabe quando o título será lançado. No evento, a identidade do misterioso personagem ruivo foi revelada. Trata-se de um avatar genérico, que poderá ser construído por qualquer jogador. 

O game contar? com um novo sistema de express?es faciais. Este recurso traz mais personalidade ao jogo e torna o combate mais veross?mil.
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