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A lista n?o-?bvia das 5 melhores experi?ncias em games de 2014
Por Leonardo Teixeira às 10:19h - 22/12/14

Introdução

Dragon Age: Inquisition, Far Cry 4, Monument Valley, Dark Souls II, Alien: Isolation, Middle-earth: Shadow of Mordor, Super Smash Bros. Wii U, Bayonetta 2 e, porque não, Divinity: Original Sin e Guilty Gear Xrd. Pronto, eis nossa seleção de grandes títulos de 2014, daqueles que você tem que comprar para as festividades de fim de ano. Mas o que é mais divertido a respeito de listas de melhores coisas é que elas nunca são absolutas de verdade, não é? Sempre há espaço para falar de algo novo. E, como muitos desses jogos já tiveram seus lugares em outras dezenas de artigos similares, decidi dar espaço para cinco outras experiências que não deveriam faltar em sua rotina gamer em 2014, entre títulos de grande orçamento e indies. Leia abaixo:

Final Stand - Battlefield 4

O lançamento de Battlefield 4 foi tão desastroso que é difícil não ligar o jogo à ocasião. E isso é ainda mais complicado se você considerar que, para todos os efeitos, o game ainda não é perfeito: há uma série de itens inúteis em um sistema de customização inchado além da conta, o Levolution às vezes torna arenas mais desinteressantes e, apesar de consertos inteligentes, jogar Investida na maioria dos mapas ainda é um tanto ruim. Mas, rapaz, se eles não acertaram com Final Stand, a "última expansão" de Battlefield 4. O DLC, para início de conversa, tem uma premissa interessantíssima: as novas armas, veículos e mapas não estão por aí à toa, porque eles servem como uma espécie de ponte entre o presente de BF4 e o futuro de 2142 (dá até para achar um Titan em construção em uma das arenas).

Entretanto, o que é mais legal de Final Stand são os mapas. Operação Branco Total e Cabeça de Martelo, apesar dos nomes bobos, são o melhor exemplo: em suas versões Clássicos da Conquista, as duas são arenas enormes perfeitas para combate veicular, mas a oferta limitada para ambos os lados força a infantaria a também entrar na brincadeira. Isso é importante, porque o ponto B dos dois mapas é nada mais nada menos que uma base fechada, montada para ser defendida e atacada por soldados.

Além disso, a versão de Cada equipe por si e Investida do Operação Branco Total acontece em uma porção da arena embutida na área geral, mas desenhada exclusivamente para estes modos. Geleiras enormes limitam caminhos possíveis, enquanto uma série de obstáculos garante que nenhum dos dois times precisem passar muito tempo expostos. Some isso ao resto dos mapas e ao genial trabalho da DICE Los Angeles com os servidores de testes e patches, e Final Stand marca uma das melhores experiências online do ano. 

Vision GT - Gran Turismo 6

Gran Turismo 6 é um excelente simulador de corrida, mas servir como uma tradução realista do motorsport não é nem de longe tudo o que faz a versão deste ano especial. Afinal, este jogo também tem uma fantástica porção de faz-de-conta. O produtor Kazunori Yamauchi e o estúdio Polyphony se aliaram a algumas das maiores montadoras ocidentais e orientais, que estão trazendo periodicamente carros pensados por seus engenheiros, máquinas que só poderiam ser construídos se regras de pilotagem e quantidade de recursos não fossem problema. O resultado: a mais competente e embasbacante lista de carros originais. criados a partir da experiência e sensibilidade de gente que há décadas ganham seu pão desenhando modelos da vida real.

Este, em resumo, é o programa Vision GT. Através dele, a coleção de máquinas a disposição do jogador vai crescendo esporadicamente, e não é preciso pagar qualquer extra por isso. De veículos cujo design incorpora elementos que serão usados nas próximas linhas de carros esportivos na vida real a bólidos que almejam ser um meio termo entre uma wingsuit e uma motocicleta, o Vision GT é uma visão do futuro do automobilismo, esboçada por gigantes do ramo como Nissan, Aston Martin, Subaru, Volkswagen e Chevrolet. E mais: feita de forma bem mais emocionante do que um mero passeio a um Salão do Automóvel, porque aqui você pode pilotá-los, sentí-los na pista.

Marcado para Morrer - Titanfall

falamos a respeito desta modalidade integrada pós-lançamento ao shooter "Davi e Golias", mas nosso tempo com ele continua sendo um dos favoritos na redação. Marcado para Morrer, afinal, leva o já excelente Titanfall ao seu limite.

A cada rodada, um pobre Piloto de cada uma das duas equipes é eleito randomicamente como O ALVO, e os adversários têm um tempo limite para matá-lo. Se conseguirem, eles pontuam. Senão, é o outro time que pode levar o round. É tudo muito rápido e dinâmico (como deveria ser em Titanfall), mas é um modo em que seu papel está sempre mudando. Descobriu que está perto de um dos caçados? Então você precisa correr contra o tempo antes que o outro time forme uma defensiva. E se o desafortunado do seu time estiver sem seu robô gigante, como protegê-lo? Isso sem nem contar os malabarismos táticos que você precisa fazer como o alvo em si - foi com esse modo que descobri o verdadeiro valor de tomar carona com Titãs amigos.

Marcado para Morrer é tão dramático quanto o nome sugere: tudo é rápido, surpreendente e fora da rotina - até os mapas precisam ser abordados de maneiras novas. Foi também uma adição que chegou a tempo de inserir um pouco de variedade em um jogo que, muito embora excelente, era sim um pouco sem conteúdo. Com este trabalho, o estúdio Respawn merece nossos parabéns.

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Qualquer partida em Depth

2014 foi um ano danado para quem curte jogos de terror, da claustrofobia de Alien: Isolation e Five Nights at Freddy's ao horror macabro da demo P.T. de Silent Hills. Mas e se uma experiência multiplayer colocasse os monstros nas mãos dos jogadores?

Este é o conceito de Depth, game do estúdio neozelandês Digital Confectioners. No jogo, ao invés de serem soldados ou máquinas gigantes, o jogador pode escolher entre ser um mergulhador ou um tubarão. O modo principal de jogo coloca um grupo de quatro nadadores na cola de um robô explorador, uma geringonça que precisa ser protegida dos ataques de dois predadores.

Além da dinâmica tradicional de proteger/atacar, cada lado do embate tem metas específicas que ajudam a trazer à tona o clima de tensão. Os humanos precisam garantir acesso a melhores equipamentos - incluindo o almejado arpão - mas para isso, eles devem deixar o conforto do grupo para caçar ouro pelos cantos do mapa. Já os tubarões precisam se alimentar para ganhar novas habilidades, então eles estão constantemente encorajados a tornar a vida do outro time um inferno constante, quebrando paredes, perseguindo quem optar por ser um lobo solitário e planejando ataques surpresa. É incrível - e completamente aterrador!

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BaraBariBall - Sports Friends

Entre Towerfall: Ascension, Nidhogg e Don't Starve Together, parece que jogos independentes invadiram de vez a lista de títulos que você simplesmente precisa dividir com seus amigos em 2014. Mas Sports Friends, do pequeno estúdio Die Gute Fabrik, de Copenhague, é o ápice. Afinal ele é o jogo que trouxe ao mundo o modo BaraBariBall, uma mescla entre Super Smash Bros. e Basquete que funciona tão bem na prática quanto no papel.

Dois times de dois jogadores devem tomar controle de uma bola e lançá-la na metade do lago de seu oponente. Mandá-la água abaixo marca um ponto, mas como cada lutador tem acesso a um número de pulos limitado, e como a bola demora a cair quando entra na água, o time adversário precisa se dividir entre suprimir o oponente com combos agressivos ou tentar um resgate arriscado - cair no abismo molhado traz penalidade ao time. Já fomos todo elogios a respeito da modalidade em um dos nossos podcasts, mas BaraBariBall é o tipo de coisa que você precisa jogar para entender.

E para você? Qual foram as melhores experiências não-óbvias em videogames em 2014? Não deixe de dar sua opinião na sessão de comentários abaixo, e entrar na discussão.

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