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BIG: com vikings no espa?o, equipe quer desbancar Plants vs. Zombies
BIG: com vikings no espa?o, equipe quer desbancar Plants vs. Zombies
Por Renato Bazan às 15:00h - 17/05/14

Introdução

O Brazilian Independent Games Festival - o BIG - termina neste domingo (18) no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista, mas vai deixar saudades: em apenas uma semana, deu espaço de honra na vitrine da indústria para nada menos que 17 jogos nacionais, entre lançamentos passados, presentes e futuros. Diferente dos que ficaram expostos ao público, porém, os sete selecionados para participarem da “demonight”, escolhidos dentre 342 candidatos, tiveram uma chance extra de brilhar ao sol: cada um recebeu alguns minutos de atenção dos representantes de boa parte das distribuidoras internacionais. Abaixo, descrevemos o último deles.

Star Vikings (Rogue Snail)

Star Vikings, à primeira vista, parece uma cópia de Plants vs. Zombies, dada a proximidade visual das batalhas nos dois jogos: aliados e oponentes se enfrentam em cinco fileiras bem delineadas, e os dois envolvem armadilhas espalhadas pela arena. A semelhança, entretanto, acaba aí. Diferente daquele jogo, Star Vikings acontece jogada a jogada, como numa partida de xadrês, e o objetivo é apenas chegar com todos os vikings do outro lado, cortando quantos caramujos forem necessários. Por causa dos diferentes efeitos que cada caramujo espacial tem ao ser atacado, pensar em estratégias de ataque se torna parte do desafio.

A coisa fica mais complicada quando se percebe que cada partida, para além do desafio momentâneo, é parte de um desafio de resistência infinito, no qual o jogador deve tentar manter vivo seus vikings o máximo de fases possível. É o que o pessoal do estúdio Rogue Snail chama de “puzzle RPG”. O jogo traz uma infinidade de elementos do gênero - cada viking tem sua própria classe, seu próprio nível, HP, MP, equipamentos, habilidades e todo ataque se converte em experiência que irá reforçar o time do jogador.

Para apimentar ainda mais essa proposta já instigante, a equipe se esforçou para criar um algoritmo de montagem aleatória de fases, significando que nunca dois estágios terão o mesmo desenho. O potencial de replay é virtualmente infinito, também, considerando que o jogo pode chegar a um fatídico game over caso o jogador esgote todos os seus vikings.

Neg?cios

A exposição do jogo durante a demonight foi feito por Marcos Venturelli, responsável no passado por jogos como Dungeonland e o colega de exposição Chroma Squad. Como ele explicou, o que a Rogue Snail mais precisa no momento, além do dinheiro para dublagem total e produção de cutscenes, é uma distribuidora interessada em lidar com o marketing e as relações públicas durante o lançamento de Star Vikings - fatores que o próprio Venturelli confessou, durante a Campus Party deste ano, terem sido os responsáveis pela falência do antigo Critical Studio.

O jogo está em estágio pré-alpha de desenvolvimento, apesar de bem encaminhado, e há planos de ser lançado gratuitamente no meio do ano, gerando dinheiro a partir de microtransações. Como Plants vs. Zombies, ele tem ambições junto ao público mid-core: aqueles interessados demais para ficar só no Angry Birds mas pouco dispostos a torrar suas horas vagas em uma jornada de Infinity Blade. Quando sair, a ideia é que se espalhe dos smartphones dominantes (iOS/Android) para o PC, Mac, PS Vita e PS3, conforme as transposições forem concluídas.

Abaixo você confere o vídeo do jogo exibido durante a demonight.