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BIG: na pegada Candy Crush, est?dio nacional incentiva o vandalismo de bolos
BIG: na pegada Candy Crush, est?dio nacional incentiva o vandalismo de bolos
Por Renato Bazan às 11:50h - 17/05/14

Introdução

342 projetos de jogos brasileiros. Foi isso que o segundo Brazilian Independent Games Festival - o BIG - recebeu nos últimos meses, desde que começou seu processo de seleção para a “demonight”, na qual sete equipes teriam chance de conversar com investidores e distribuidoras internacionais. O Selecter teve acesso aos bastidores das sete apresentações ao visitar o BIG, que acontece ao longo desta semana no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista. Resolvemos então pôr nossos holofotes para funcionar: a cada dia, publicamos a prévia de dois games selecionados, na expectativa de que eles encontrem nas gigantes do mercado a forcinha que precisam para conquistar o mundo. Abaixo, falamos sobre o sexto deles, de um estúdio já bem estabelecido por aqui.

Cake Scraper (Playerum)

Cake Scraper, do estúdio carioca Playerum, é um jogo que se realiza na cultura touchscreen dos nossos atuais celulares e tablets. A ideia é básica: use os dedos para rapelar as bordas do bolo em uma padaria, mas cuidado com o padeiro! Se ele te pegar com a mão na massa, é fim da linha pra você. Cada fase se completa ao se retirar completamente a cobertura do bolo.

O jogo tem como público-alvo os jogadores casuais de todas as idades, com especial atenção para se manter em um “tema aprovado por pais” e com uma “jogabilidade intuitiva”. É a mesma filosofia seguida por títulos anteriores da empresa, como Gorilão da Bola Azul, Mini Racers Z e a Batalha do Mensalão (jogue este último aqui).

Adepto do espírito “fácil de aprender, difícil de dominar”, Cake Scraper terá uma campanha com bolos progressivamente mais vigiados e um modo de criação de fases no qual qualquer jogador poderá fazer seu bolo e compartilhá-lo. É preciso dizer: do que foi mostrado durante a apresentação, fica evidente a influência da estética de Candy Crush no desenvolvimento de Cake Scraper, que parecem irmãos do ponto de vista estético. Até mesmo a cor dominante - rosa - é igual, e o opção por bordas grossas e com gloss chama atenção. Isso, no mínimo, irá conferir um grau imediato de familiaridade dos jogadores com o projeto da Playerum.

Na demonight, a equipe estava mais atrás de publicidade do que de investimento: sendo um estúdio já bem estabelecido no Brasil, com mais de 30 games concluídos, a Playerum pediu por veteranos que estivessem interessados em dar “coaching” para a empresa, tanto na parte de monetização quanto na de publicidade. O que já está bem definido, quanto a Cake Scraper, é que ele será distribuída no modelo freemium: as primeiras fases serão gratuitas, e as mais avançadas serão vendidas em pacotes.