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Os 10 jogos do segundo semestre que voc? n?o pode perder
Por Renato Bazan às 11:35h - 16/07/14

Introdução

É uma regra não escrita da indústria de games, estabelecida primeiro nos Estados Unidos e depois no resto do mundo, que a maioria dos grandes lançamentos acontece na segunda metade do ano. Seja por conta da passagem da E3 ou da maior predisposição ao consumo em tempos de festividades, o fato é que os games arrasa-quarteirões serão provavelmente postos nas lojas perto do Natal. E quanto mais perto, maior o jogo - ao menos se você contar as estratégias da Ubisoft e da Activision.

Pensando nisso, o Selecter se dispôs a fazer uma lista com todos os nomes da moda nestes próximos seis meses, levando em conta a relevância que eles têm para o quadro geral e a qualidade que é esperada deles. Não se engane: há muitos que deveriam estar aqui e não estão. Mas essa é a natureza das listas, e o que segue abaixo é garantia de sucesso na temporada que vem aí. Os lançamentos seguem em ordem cronológica.

Destiny (9 de setembro)

Destiny, desenvolvido pela Bungie e vendido pela Activision, está sendo criado para que ocupe o espaço deixado por Halo no portfólio do estúdio. Isso por si só o torna um dos grandes nomes a se acompanhar, mas é há também o orçamento de US$ 500 milhões em conta. Para este mundo de pós-apocalipse alienígena, a Bungie arrisca investir pesado em um novo formato, mixando a fórmula tradicional do FPS de ficção científica com muitos elementos de jogos online. A promessa é de que o game “tenha um mundo vivo”, com eventos acontecendo independente dos jogadores, e que pareie automaticamente pequenos grupos de jogadores que estejam atrás da mesma coisa. Haverá também modos competitivos para quem não é lá muito fã de paz e amor.

A Bungie tem evitado chamar Destiny de MMO, preferindo o termo “FPS de mundo compartilhado”. Isso porque ela quer evitar muitas características de MMOs típicos. De uma forma ou de outra, a empresa já tem planos grandes para a série, que terá um ciclo de vida de pelo menos 10 anos e uma infinidade de continuações. É o novo paraíso particular da Activision. Saiba mais.

The Evil Within (Outubro)

The Evil Within, conhecido no Japão como Psychobreak, é um jogo feito pelo estúdio japonês Tango Gameworks, a ser publicado pela Bethesda. E por que você deveria prestar atenção nele? Para começar, porque o diretor do jogo é ninguém menos que Shinji Mikami, pai da série Resident Evil. E porque é um conto de terror psicológico que se passa em um hospício.

Construído a partir da separação de Mikami e da CAPCOM, o jogo continua a fórmula de Resident Evil 4, com ação de tiro em terceira pessoa. O detetive Sebastian Castellanos é o protagonista de um confronto contra uma força misteriosa, que o leva para um mundo de criaturas horríveis e psicóticas. O desafio do jogo, além da aventura de horror mais moderna, é mais próximo dos velhos Resident Evil: saber quando comprar briga e quando fugir é a melhor opção. Para agravar o clima tenso da narrativa, a equipe garante também que será um jogo sem muita falação, em que o mau se faz presente por sensações, sustos e, claro, pouquíssimas balas. Saiba mais.

Super Smash Bros. para 3DS e Wii U (3 de outubro no 3DS, fim do ano no WiiU)

O superhit de luta da Nintendo segue a mil por hora na máquina de gerar expectativa da Nintendo. A essência desta vez é a mesma, com os diversos personagens presentes nos jogos da marca lutando entre si para expulsar os oponentes da tela. O "mundo de bonecos" imaginado pela série desde o primeiro jogo voltará com nova força, também, com a introdução dos Amiibos: estatuetas reais dos personagens da Nintendo que podem armazenar versões customizadas de cada lutador, a serem acessadas via NFC no Gamepad. Coloque um deles em cima do controle e você terá um guerreiro que pode lutar automaticamente ou mesmo te ajudar em batalhas.

A maior diferença, no entanto, está na conectividade: feito tanto para o portátil quanto para o console Wii U, o novo Smash Bros. terá diversas funções integradas entre as duas versões, que a Nintendo ainda não se deu ao trabalho de explorar. Além disso, um novo modo de luta que mistura exploração de cenário, caça ao tesouro e um embate final promete agitar a fórmula da franquia no portátil, que abandonará a campanha single-player das duas edições passadas. Saiba mais (Wii U / 3DS)

Civilization: Beyond Earth (24 de outubro)

Civilization: Beyond Earth é a promessa não cumprida de Sid Meier finalmente ganhando vida. O pai da série Civilization marcou o final de todos os seus jogos de estratégia com o mesmo evento: a chegada à estrela Alpha Centauri. Mas a série nunca se arriscou a realmente sair da Terra. É verdade, a Firaxis produziu um game exatamente com este nome - Alpha Centauri - em 1999, mas sempre fez questão de deixá-lo separado de sua porta-bandeira. Com Beyond Earth, 23 anos de imaginário gamer finalmente ganharão corpo.

O jogo é desenvolvido nos exatos moldes dos outros Civilizations, usando estratégia por turnos em um tabuleiro hexagonal. Ao contrário dos outros, porém, os terrenos e os personagens são baseados na ciência, e a história se limita à fuga do “Grande Erro”, que supostamente devastou a Terra. Cada planeta pode trazer aliens, monstros gigantes e flora brilhante, cada construção pode ser evoluída através de descobertas modulares, que ocorrem dentro de uma árvore tecnológica transformada em teia: muito mais complexa e ao mesmo tempo maleável. Cada civilização é criada no começo do jogo através de uma espécie de "turno zero", em que jogadores decidem exatamente o que levar para o novo planeta. Saiba mais.

Assassin's Creed: Unity (28 de outubro)

O novo episódio de Assassin’s Creed não tenta reinventar a roda, mas aumentar o número delas: ao invés de buscar outro lugar inimaginável, em outro tempo conhecido, sobre outra guerra secreta, o foco é simplesmente em um sólido jogo cooperativo. O cenário não poderia ser melhor: a conturbada Revolução Francesa.

Desenvolvido mais uma vez pela Ubisoft Montreal - que fez todos os principais jogos da franquia - Unity será o sétimo título canônico da série, desta vez em torno do protagonista Arno Dorian, que age para desvendar as mãos invisíveis por trás da maior das revoluções. Tudo o que tornou Assassin’s Creed amado (ou odiado) permanece igual, com escaladas e combates desiguais pelas ruas de grandes cidades abertas. Só que, desta vez, a zueira não vai ter limites com os poderes concedidos pela "brodagem" online. Saiba mais.

Sunset Overdrive (28 de outubro)

Sunset Overdrive é o próximo jogo da Insomniac, que encerrou seu romance tórrido com o PlayStation 3 para produzir este exclusivo do Xbox One. Ele será um jogo de tiro em terceira pessoa em um mundo aberto distópico, onde a vida tem o mesmo valor de uma lata de energético. Seu principal chamativo, além dos belos gráficos e da ação frenética, será o humor escrachado e completamente anárquico. Há referência ao longa "Bill & Ted", linguagem visual inspirada nos quadrinhos "Scott Pilgrim" e ninguém nem se preocupa em explicar por que seu herói pode ser constantemente e instantaneamente ressuscitado.

A história cria o clima perfeito para a brincadeira: em 2027, a cidade de Sunset está comemorando o lançamento da bebida energética Overchange Delirium XT, quando muitos dos convidados acabam se transformando em criaturas horríveis. Cabe ao jogador, um funcionário da FizzCo., limpar a bagunça, e do único jeito que sabe: com uma bala na testa de cada convidado transformado. O jogo promete combate ágil, com parkour, acrobacias e física exagerada. E cor, claro. Muita cor. Saiba mais.

LittleBigPlanet 3 (Novembro)

LittleBigPlanet 3 é o jogo de plataforma sensação para o PlayStation 4, pelo menos aos olhos da Sony. Desenvolvido desta vez pela Sumo Digital sob a cuidadosa tutela da Media Molecule, o jogo está mais para uma expansão de LBP2 que uma revolução, emprestando até o mesmo conceito: “Crie. Jogue. Compartilhe.” Tanto é que, já em seu lançamento, o novo LittleBigPlanet oferecerá todas as fases criadas por jogadores para os dois primeiros jogos. Todas as milhões delas, e todas as roupas também.

As diferenças no visual existem, mas são na maioria detalhes. Mais importantes são as novas habilidades: Sackboy tem agora a capacidade de escalar paredes e teto e há algumas armas que realizam tarefas específicas, como pintar ou mover objetos. Os novos personagens controláveis - Oddsock, Swoop, Big Toggle e Little Toggle - têm cada um uma forma diferente de explorar o mundo: o primeiro é um cachorro de meia que pode correr e pular nas paredes, o segundo é uma ave que pode voar livremente e pegar outros personagens, o terceiro é um bonecão que usa seu peso para pressionar partes específicas do cenário, o quarto é um brinquedinho que pode andar sobre as águas e acessar áreas menores. Os jogadores podem alternar entre dois deles, à sua escolha. Saiba mais.

Call of Duty: Advanced Warfare (4 de novembro)

O pêndulo temporal da série Call of Duty já havia deixado o passado desde a sub-série Modern Warfare, e este novo jogo o leva ainda mais para o outro extremo: Advanced Warfare dá mais passos em direção ao mundo dos robôs e exoesqueletos, e a novata Sledgehammer Games é a responsável integral pela tentativa. Distribuído pela Activision, será o 11º game da série.

O pouco que se mostrou até agora sobre CoD: AW foi suficiente para reacender interesses perdidos na série, normalmente receosa de deixar o arroz-com-feijão pirotécnico. Sem medo de fazer comentário social sobre a politicagem e o corporativismo da guerra, uma belíssima representação do ator Kevin Spacey divide o tempo de tela com cidades destruídas por robôs. Há uma aparente atenção pela hipocrisia da “libertação democrática”, e a trama lembra em muito Metal Gear Solid 4, com grandes empresas de guerra aterrorizando o planeta. "Democracia? Democracia! Isso não é que as pessoas precisam, não é nem mesmo o que elas querem! A América tentou por um século instalar a democracia nesses países e não funcionou nem uma vez!", diz um irritado Spacey no trailer de revelação. Seja pela representação realista da guerra do século XXI ou pela ilustre presença do ator (tão mordaz quanto seu Frank Underwood, da cabeçuda série "House of Cards"), a tentativa de inovação é óbvia e bem vinda. Saiba mais.

Far Cry 4 (18 de novembro)

O esquema é o mesmo, mas em local e tempo diferente: um viajante se perde em um local exótico, no meio de uma total histeria sanguinolenta, e precisa salvar sua pele. Típico Far Cry, mas com polígonos mais interessantes. Desta vez, o jogo segue o protagonista Ajay Ghale, que volta ao seu país Kyrat (nos Himalaias) para espalhar as cinzas de sua falecida mãe. Ele acaba no meio de uma guerra civil contra o rei Pagan Min (dublado pelo veterano Troy Baker, que já viveu Booker DeWitt em BioShock Infinite e Joem em The Last of Us).

A Ubisoft tem a intenção de tornar o jogo mais imersivo que suas versões anteriores, aumentando a tensão narrativa da história e reforçando o humor negro. Representantes da empresa disseram em diversos depoimentos à imprensa internacional que este será o Far Cry “mais dramático” até agora. Para assinantes da PlayStation Plus, Far Cry 4 será o primeiro jogo a permitir que donos do jogo convidem amigos para participarem de sessões multijogador mesmo que não tenham o disco. A modalidade terá um limite de 10 pessoas, que podem acessar o conteúdo via códigos de download. Saiba mais.

Pok?mon: Omega Ruby e Alpha Sapphire (21 de novembro)

Refeitos a partir das versões Ruby e Sapphire, Pokémon Omega Ruby e Alpha Sapphire traduzem a aventura do GameBoy Advance para as novas capacidades do 3DS, e põe fim a uma enorme onda de rumores despertada pelas versões X e Y em 2013. Além da tradução para um mundo 3D, similar ao dos jogos do ano passado, a nova dupla oferecerá modernizações como protagonistas customizáveis e Mega Evoluções, além de novas formas dos lendários Groudon e Kyogre.

A novidade maior, desta vez, é uma nova forma de evolução chamada “Primal Reversion”, especulada como alternativa para a Mega Evolução. Embora saiba-se pouco, neste momento, sobre como isso funcionará, uma outra notícia anima ainda mais: pela primeira vez, os treinadores poderão criar e defender seus próprios ginásios, estendendo a função da casa que Ruby e Sapphire já ofereciam em 2002. Saiba mais.

Men??o honrosa: The Witness (sem data de lan?amento)

The Witness é um jogo independente, diferente de todos os anteriores. Sua proposta humilde de oferecer uma ilha deserta para que o jogador desvende seus segredos não chama muita atenção a princípio, mas seu criador definitivamente sim: trata-se de Jonathan Blow, pai do megahit indie Braid.

A ilha na qual o jogador pode navegar, sempre em primeira pessoa, oferece uma série de quebra-cabeças, cada um explicando um pequeno pedaço do mistério por trás do desaparecimento de todos os seus habitantes. As 10 seções da ilha são tematizadas de acordo com o tipo de desafio envolvido, e no centro de todas elas se encontra um vulcão - lá está o destino final do jogador. The Witness será um exclusivo temporário do PlayStation 4, mas também chega em versões de iOS e PC.