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Pol?tica de review
Por Leonardo Teixeira às 12:00h - 18/11/14

Introdução

Para o Selecter, o review é uma análise baseada em argumentos bem informados acerca de qualquer produto que atenda ao universo gamer, seja jogos, acessórios ou aparelhos. Embora nossos redatores sejam instruídos a considerar o público alvo e histórico do objeto de teste antes de consolidar qualquer opinião, entendemos que o review é, por natureza, um produto jornalístico subjetivo pautado pela experiência social do próprio jornalista. Em nenhum momento nosso editorial irá considerar uma opinião em um review como fato sacramentado, mas protegemos o direito do redator sobre sua opinião.

O que ? um review?

Nós do Selecter consideramos qualquer produto lançado comercialmente em estado que a produtora e estúdio responsável considera finalizado para o público final passível de análise. Isso significa que jogos e acessórios comercializados em fase alpha ou beta, seja através de website próprio ou serviços digitais como o Steam Early Access, ou enviados à redação no formato protótipo não aparecerão como review no site. Produtos neste estado apresentam funções omissas e experiências incompletas que garantem caráter muito fugídio para comunicar qualquer opinião embasada. Esse tipo de experiência, portanto, será explorada em artigos, mas não receberá nota numérica e prós e contras definidos.

Nota num?rica

Ponto importante: o texto do review é sempre escrito antes que o jornalista pense sobre dar um número final. Para nós, o review é uma análise ao mesmo tempo comercial e cultural de um dado produto. A nota, por outro lado, é um resumo numérico cujo objetivo é comunicar ao leitor se vale a pena ou não investir tempo ou dinheiro. Ambos se prestam a objetivos diferentes, por isso são pensados em etapas diferentes.

Evitamos usar um sistema compartimentado para gerar nossas notas (em outras palavras, não temos critérios divididos no formato Gráfico-Jogabilidade-História-Replay, por exemplo), mas, em termos de organização, quando falamos sobre games, falamos sobre produtos baseados em três critérios: a ideia do jogo, a jogabilidade e a direção artística (que engloba visual, cenários e enredo). Tanto quanto a qualidade de um jogo em cada um desses pontos, valorizamos como a obra se alicerça entre eles, então nenhum dos três conceitos carrega consigo valor universal (cada caso é um caso). Consequentemente, nenhuma nota é resultado de uma conta matemática. Para entender melhor como pensamos cada valor:

.10: jogos com esta nota, mais do que símbolos de perfeição, são exemplos artísticos e comerciais que devem servir de guia para a evolução do entretenimento digital. Não apenas as ideias, a jogabilidade e a direção artística funcionam muito bem, mas há algo na relação entre esses elementos que é realmente especial e divinamente cativante.

.9: um game excepcional. Tanto a ideia quanto a jogabilidade e a direção artística do jogo funcionam muito bem, e possivelmente algum destes três itens se destaca dos outros como fora de série.

.8: um ótimo jogo, mas sem surpresas. Os três alicerces estão muito bem firmes e é extremamente satisfatório de jogar.

.7: o game ainda é perfeitamente recomendável, mas alguma das perguntas que você fez ao testar o jogo sinalizou algum defeito: o menu não funciona bem, o tutorial é arrastado, etc. etc. O defeito em si não afeta a jogabilidade, nem o pacote geral da obra, mas é notável.

.6: similar ao 7, mas há algum problema, ou conjunto de problemas, muito difícil de deixar de lado.

.5: o jogo tem problemas, mas é gerenciável. Algum deles afeta a jogabilidade. O produto final ainda é bom, mas o consumidor definitivamente precisa ficar atento aos defeitos antes de se decidir pela compra.

.4: a partir daí, o game tem algum problema no campo das ideias, além de algo que afeta a jogabilidade. Como resultado é um produto não exatamente recomendável, mas ainda é funcional, e há de agradar alguém em algum nível;

.3: similar ao 4, mas inclui-se também algum problema grave na relação entre os três elementos. Assim sendo, independente do investimento ser monetário ou de tempo, jogos de nota 3 já não valem a atenção do consumidor;

.2: o jogo é uma bagunça. Nem ideias, jogabilidade e direção artística conseguem criar algo minimamente atraente para o público-alvo.

.1: a menor nota possível. É reservada a jogos não apenas falhos nos três aspectos e em suas interrelações, mas a produtos que são literalmente injogáveis por virtude de seus defeitos.

Sobre o 0.5

Muitas de nossas notas não são valores inteiros (são, digamos, um 7.5 no lugar de um 7, por exemplo). A nossa "meia-nota" é um resultado mais subjetivo do processo da crítica: ele vai existir quando um game ou acessório se encaixa em uma das notas inteiras, mas tem algum valor que, embora não o leve ao próximo número da lista, o torna um pouco melhor. Vamos dizer que daríamos nota 5 a um jogo por que ele tem algum problema que afeta diretamente a jogabilidade. Mas e se ele tiver uma ideia boa que funciona aqui ou ali, ou uma direção de arte bem feita? Daí consideramos que a jogabilidade ainda é o fator fundamental por trás da nota, mas ele se sai um pouco melhor do que o molde, virando um 5.5.

Sobre notas de perif?ricos

Avaliamos periféricos sob um tripé similar ao dos videogames, com, claro, diferenças fundamentais. Ainda valorizamos a ideia por trás do acessório, ou seja, o que ele traz de novo ao mercado. Mas a partir daí consideramos dois elementos diferentes: ergonomia e design, que passam a ter valores similares em nossa avaliação aos de jogabilidade e direção de arte. O encadeamento de notas, portanto, continua o mesmo, apenas trocando os nomes (quando um acessório recebe 5, é porque seus problemas afetam ergonomia).

Considera??es adicionais

Recebemos com frequência cópias de teste enviadas por empresas responsáveis pela produção e/ou distribuição. Nada disso pesa favoravelmente em um review. Em muitos casos, recebemos o produto no dia ou semana do lançamento, por isso alguns reviews podem não exatamente sair na data em que ele chega em loja.

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