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Cooler Master Quickfire TK: preto no branco
Por Leonardo Teixeira às 11:17h - 27/06/14

Introdução

O visual extremamente utilitário do Quickfire TK, um teclado que, sinceramente, não teria dificuldade em se passar por uma caixa de sapatos, não é exatamente super sexy e pode nem conquistar olhares curiosos. Mas seu objetivo está distante de oferecer alguma fantástica experiência estética ou qualquer coisa que não envolva ser um bom teclado, ponto. O design mesmo é de uma espécie de aparelho mais direto ao ponto. Afinal, em seu mais novo teclado de ativação mecânica, a Cooler Masters aposta no mínimo necessário.

Em pequenos frascos

O primeiro item importante é que o teclado das imagens que aparecem aqui no review pode se diferir do que você vai encontrar nas lojas - os modelos comercializados de fato pela Cooler Master vêm ou em um acabamento preto ou nesta nada interessade versão branca. Durante as duas semanas de teste do aparelho - usando tanto com jogos como com as tarefas do dia-a-dia de uma redação - o visual desta opção em particular não chegou a me conquistar.

Outro ponto fundamental: ele tem um bocado de botões a menos do que muitos de seus concorrentes. A porção geralmente dedicada às setas e funções multimídia foi limada, e enfiada no meio das teclas numéricas da direita. É uma decisão que garante que alguns usuários tenham que se acostumar com um novo layout - você pode transitar entre cada modo com um toque do NUM LOCK, mas ainda assim é de se esperar alguns erros de digitação em momentos de distração. Fora isso, o teclado não sacrifica muita coisa, visto que atalhos multimídia também foram incluidos.

A decisão de serrar um teclado tradicional ao meio tem uma razão, claro: o Quickfire TK foi pensado para ser um acessório portátil, que possa ser levado em viagens ou em trajetos entre competições com facilidade. Apesar de ser meio quadradão, o teclado cumpre bem a função: suas dimensões garantem que ele entre com folga em mochilas, ele é relativamente leve (599g) e há um compartimento na parte inferior que serve para guardar os cabos sob o corpo do próprio periférico. Isso, somado ao material resistente que encapa os fios, significa não só um teclado mais compacto, como também um produto que dificilmente vai te deixar na mão.

Além de solucionar preocupações de viagem, o tamanho também torna o TK um excelente companheiro para quem joga games de tiro. Como o aparelho toma pouco espaço na mesa, há um vazio maior para se descansar algum bom mousepad (que também costumam ser grandes) e, consequentemente, maior área para passear com seu mouse de escolha e poder mirar seu armamento digital onde bem entender.

Davi e Golias

Resistência também é outra das qualidades do Quickfire TK. O teclado é todo bem montado, as teclas respondem bem e quase não "sambam" caso sejam pressionadas por uma força extra. Este é um problema que vimos pipocar (ainda que muito pouco) até no Razer Blackwidow Ultimate, o que coloca este pequeno notável em um ótimo patamar em termos de durabilidade.

Falamos acima sobre o espaço para guardar cabos, mas também é importante ressaltar que o fio conector do teclado pode ser destacado do corpo e carregado em separado, evitando que o usuário precise dobrá-lo excessivamente. Ele conta com uma entrada mini-USB que vai no teclado e outra, USB, para conectá-lo ao computador ou notebook. A instalação é realmente bem descomplicada. A única falta que sentimos em termos de saídas é que o Quickfire não tem muitas delas - nenhuma para ser honesto. Então se você viaja muito com seu equipamento de jogo, o teclado acaba perdendo um pouco de versatilidade.

O Quickfire TK foi pensado para ser um acess?rio port?til, que possa ser levado em viagens ou em trajetos entre competi??es com facilidade.

Eu escolho voc?!

Não que o Quickfire TK seja assim tão sisudo também. No momento da compra, usuários podem optar por três modelos distintos de equipamento. As teclas de cada um dos três se comportam de maneiras diferentes em relação a resposta. O Cherry MX Red é mais voltado para quem joga games em que duplo clique é exigido (o botão não precisa ser pressionado até o final e não necessita voltar ao ponto neutro para ser clicado novamente), mas é de uma sensibilidade que pode causar, aqui ou ali, cliques acidentais. Isso, somado à decisão de complicar o teclado numérico, pode dificultar a vida de quem também vai usá-lo para tarefas mais cotidianas.

As outras duas opções incluem o Cherry MX Blue, que tem uma resistência no momento do clique exatamente quando ele funciona, mas que precisa voltar à posição original para ser usado novamente, e o Brown, que é mais ou menos um meio termo. Há um feedback tátil para evitar acidentes, e também funciona para quem quer executar cliques em sequência, mesmo que não com a mesma agilidade do Red - que rivaliza com soluções mais high-end em teclados mecânicos. Cada modelo atende a um tipo de usuário diferente, então acaba ficando ao seu gosto pessoal.

Com cada modalidade de tecla há, também, diferentes iluminações: o Red vem com LEDs vermelhos, o Blue com azuis e o Brown com brancos. Há uma placa alojada por trás dos botões que também acompanha as diferentes cores. Iluminado, o teclado fica bonito - ainda bem, visto que a luz é seu principal meio de navegação na parte direita do teclado - mas nada fica ilegível quando apagado. Luz foi um claro enfoque no design, entretanto: há inclusive um modificador nas teclas F que permite que apenas o WASD ou botões de navegação brilhem. O acabamento é bem feito e funcional, e o formato da depressão das teclas evita escorregadas.

Luz foi um claro enfoque no desing, entretanto: h? inclusive modificadores nas teclas F que permitem que apenas o WASD ou bot?es de navega??o brilhem.

Veredicto

O Quickfire TK é um teclado consideravelmente compacto que, além de um bom companheiro de viagem, é bastante resistente e tenta sacrificar o menos possível em termos de experiência do gamer. As opções de modelos de teclas é muito bem vinda (de novo, Red para players dedicados, Brown para quem sabe que também terá que usá-lo no dia-a-dia e Blue para quem come sushi com garfo e faca). É também uma decisão que serve de sinal: este é um produto pronto para atender diversos públicos, do MMO ao FPS. Como todo teclado de ativação mecânica, o TK é um canalha barulhento e exige alguma prática, mas é um tanto enervante ter que lidar com o teclado numérico mutante do aparelho, uma novidade que pode se provar um obstáculo para quem também quer um teclado para uso cotidiano. Saindo pelo preço de R$ 439,00, aconselhamos pensar bem no que você quer de um acessório antes de decidir por este.

6 .5
PONTOS FORTES
  • Bem constru?do
  • Posicionalmento de teclas n?o deixa a desejar
  • H? op??es variadas de compra
  • Ele ? compacto e leve na medida
PONTOS FRACOS
  • Pode ser bem inconveniente para uso di?rio
  • O modelo branco n?o ? nada atraente